quinta-feira, 21 de junho de 2012

Evolução cronológica da nossa poesia: PASSAGENS CÉLEBRES!



 “Índio fazer barulho!
(blúblúblúblúblú)
Índio: ter.( seu orgulho!)
Índio quer apito (????)
mas (também!) sabe: gritar.”
                 (Gonçalves Dias)


“vai... um tapinha não dói!
(um tapinha?) (não dói?)
um tapinha!: não dói.
(só?) um tampinha...”
             (Augusto dos Anjos)


“erguei as mãos (e dai: glória a Deus?)
erguei: as mãos. (e dai) glória a Deus:
erguei! as mãos? - e cantai?
como os filhos: do Senhor... (;!-?)”
                    (Jorge de Lima)


“na casa do Senhor:,
não existe (Santanás?)
(xô, Satanás!)
xô – (Satanás?) (!)”
                (Murilo Mendes)


“vai descendo: na (boquinha) da garrafa;
(é na – boca - da garrafa?)
sobe-e-desce na (boquinha?!) da garrafa:
vai (na boca???): da garrafa.”
                   (Carlos Drummond de Andrade)


“amor, i love you ( )
(amor: ) i love, you?
amor – i, love, you...
amor!, i (love) you?:...”
                (Cecília Meireles)


“bebeu água? (não:)
tá com sede! (tô?)
olha!olha:olha?olha-
a água: mineral.”
            (João Cabral de Melo Neto)


“eu tô ficando: atoladinha.
tô, ficando, atoladinha?
tô - (ficando?) - atoladinha:
tô! (ficando!) atoladinha;”
                 (Clarice Lispector)


“eu tenho a força; Cavaleiro de: Jedi.
(então vem...;...;... Popozuda: - !):
vai!... ... ... (vai???).”
                        (Waly Salomão)


“tudo que é perfeito:
agente (pega!) pelo braço...
joga. (lá!) no (meio?)
mete (em cima?) – mete (embaixo!)”
                         (Paulo Leminski)


“tchê! tcherere (tchê tchê...):
tcherere - tchê tchê...
Tcherere (tchê) tchê?
tchereretchê, Tchê...-!?
(tchê?), tchê!”
                (Haroldo de Campos)


“eu quero: tchú*. (eu) quero tchá**?
eu quero (thuc-)tchá...
thuc- tchú: (thuc-tchá!).
(thuc-) – tchá - ...
thuc- (tchú?) (thuc-tchá????)

*(?!-:;,...)
**(...,;:-!?)
                  (Augusto de Campos)







TAPINHA E VERSOS ÍNTIMOS NÃO DOEM*
                             
                                                (Bonde dos Anjos)

Dói, vês! Ninguém assistiu ao tapinha formidável
Não dói, o enterro de tua última quimera.
Somente um tampinha, a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira, glamorosa, inseparável!

Vai, acostuma-te à lama que no ombrinho te espera!
Lance o homem para frente que, nesta terra miserável,
Mora entre feras. Desce devagarinho, sente inevitável
Se te bota também necessidade, maluquinha, de ser fera.

Dói... Toma um fósforo, um tapinha. Acende teu cigarro!
O beijo, não dói, amigo, é a véspera do escarro,
A mão quebradinha que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda só um tampinha, a tua chaga,
Apedreja sua bundinha, essa mão vil que te afaga,
Não dói: escarra nessa boca que te beija!


*poema raro encontrado na pesquisa
(encomendado by Edegar Ferreira)



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