Cravos da Noite


APRESENTAÇÃO (por Walner Danziger)


O bom malandro abre os trabalhos, mas cultiva ligeireza e vai direto ao ponto para que você, leitor, o quanto antes sinta o perfume, se jogue, caia de boca, olhos e coração em Cravos da Noite, de Willian Delarte.

Um tanto de mistério, um quê de sonho e um corvo pousado no fio, sob a garoa, a espreitar do outro lado da rua. Cravos da Noite é livro arrebatador, te ganha no ato. Visgo no verbo. Na verve. Aceite as regras e abrace esse delicioso, nostálgico e sofisticado jogo proposto pelo autor. Pedrada. Escrita robusta, sutil e inteligente.

Delarte tem flor na boca e pena certeira. Carpinteiro incansável, põe de lado as luvas brancas sem nunca abandonar o bom gosto e o fino trato da letra. Os contos de Cravos da Noite têm pulsação. Personagens que machucam e apaixonam. Composição que dá combustível aos sentidos. Habilidoso na linguagem, sambado, poeta e prosador dos bons, com conhecimento de causa e olhos de rapina, Delarte oferece o banquete. Cada
prosa um salto, um alumbramento, um encontro sedutor de personalidade, beleza
e alta sensibilidade.

A noite é longa e escura, camarás, e nem todos os gatos são pardos. Vá
sem medo, mas desconfie. O escritor é matreiro, o corvo continua pousado no fio
e a velha sombra a caminhar do seu lado.

Há perigo na esquina. Na encruzilhada.


***
OS MÚLITPLOS SENTIDOS DA NOITE
(resenha por Vivian de Moraes): http://amuletospatua.blogspot.com.br/2015/01/os-multiplos-sentidos-da-noite.html



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