O Alien da Linha Azul



COMENTÁRIOS DA ORELHA E DA CONTRACAPA:


Willian Delarte em O Alien da Linha Azul apresenta uma obra consistente e madura. Este livro é Poesia com P maiúsculo: Poética, Periférica e Preta, esta tríade sintetiza magistralmente a Literatura produzida e apresentada nas quebradas paulistanas.

(Emerson Alcalde, ator, poeta e slammer – Slam da Guilhermina)


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Da poesia de Delarte, gosto por não ser bula nem dica de bolo, mas ter lá sua verdade, por não se amuletar na quadrinha, já que meia palavra bas... Gosto por não baixar a crista pra figura, mas arquitetar o verbo, por saber ouvir, vociferar, se preciso, sem cismar com o silêncio, gosto pelo gosto de eco, pela prosa no poema, e vice e verso, gosto porque me avessa e se é poesia ou poema num importa, qual o pobrema?? É palavra de porta aberta que não chama, mas venta pra fogueira, e é por isso gosto, só por isso, poeta!

(Michel Yakini, escritor – Sarau Elo da Corrente)


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O Alien da Linha azul

Transcende...
da desaparição de Amarildo
à lúcida demência de Estamira;
da misericórdia negada
ao mendigo de mão estirada;
das crueldades em alta resolução
ao lugar onde os homens se escondem.
Transcende...
são palavras que pretendem sonhos,
arquitetam caminhos,
conspiram voos.

(Sonia Bischain - escritora e fotógrafa – Sarau Poesia na Brasa)


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O Alien da Linha Azul é Santa Cecília sem qualquer misericórdia. É música. Essência é vapor. E é barato. O poema pro Amarildo é daqueles que te faz imortal. Mas pra que ser imortal num mundo desses? Fique vivo. Peixe.

(Daniel Minchoni, poeta – Sarau do Burro)


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Se poesia é síntese, Willian Delarte a faz com maestria. Os poemas reunidos em O Alien da Linha Azul traz novamente o poeta para o que parece sua vocação, a poesia. Poemas urbanos. Do busão pra Brasa, do Alemão pra Rocinha, de Gramacho, da Santa Cecília pra Palestina - em pedaços. São registros de personagens: Amarildo, Estamira, Madiba, sem esquecer os anônimos "sem qualquer misericórdia". O autor confessa que “poetas ganham da madrugada o que se perde em vários meses”. Taí a pista dada pelo poeta, já que poesia não se ensina. Siga-a!

(Ruivo Lopes, escritor – Coletivo Perifatividade)


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Um livro para ser relido em voz alta. Assim, seus lábios (e ouvidos, obviamente) saberão que a poesia já não suporta mais este presente calabouço. Willian Delarte apresenta seus flashes disfarçados de palavras-problemas. Sua caneta segue driblando na direção do árbitro e chuta e faz pênalti e corre, que o seu jogo é noutro campo. Poesia neles!

(Ni Brisant, escritor e idealizador do sarau Sobrenome Liberdade)


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Assim como o oxigênio está para a vida, a palavra está para a democracia.
O cotidiano de trabalhadores e viventes nas periferias, os desafios de fomentar a leitura e a literatura fazem nascer escritores e escritas como O Alien da Linha Azul, seres estranhos, de línguas-espadas cortantes, como Willian Delarte, que constroem naves-saraus. Saraus são células que surgem por todos os cantos, fazendo brotar oásis transformando a antes árida periferia. São lugares onde se encontram a diversidade e cabem todas as diferenças, para deste encontro fazer jorrar A PALAVRA, expressada em todas as suas formas, cantada, dançada, falada, em cores, credos e raças. E assim seguem criando, se multiplicando, tecendo e trançando uma outra cidade para um outro viver!
(José Soró - Sarau D'Quilo- Comunidade Cultural Quilombaque)


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Com ideias que convidam ao deleite demorado, atravessadas por raciocínio rápido de lâminas afiadas, o camarada Delarte reparte em pequenas doses os corpos de nossos desaparecidos. Nos fala dos entre tempos, que transforma em libertários, quem outrora, talvez, senhor de escravos. Willian nos chama para ver o mundo para além do óbvio, do racional lógico. Fala das pequenas realidades cotidianas que não conseguimos explicar com nossas ciências, religiões ou qualquer outro consolo. Diz de valores que brotam nos lixões, das tecnologias que vem nos mostrar, em alto e bom som, o horror da guerra. Evidencia e denuncia a catástrofe da vida. Ou quem sabe, talvez, Willian Delarte, com seus poemas, apenas exorciza os próprios demônios.


(Vagner Souza, educador – Sarau Poesia na Brasa)


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3 POEMAS DO LIVRO PUBLICADOS NA REVISTA MALLARMARGENS: http://www.mallarmargens.com/2016/04/3-poemas-de-willian-delarte.html?m=1



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